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da Série D no Twitter: @fut_amazonense
A Copa do Brasil é tratada pelos
membros da CBF e pela imprensa como sendo a “competição mais democrática” do
Brasil, uma vez que dá chance a equipes de todos os Estados brasileiros
participarem do torneio. Porém, longe de ser “democrática”, a competição estava
mais para “demagógica”, pois os confrontos eram direcionados para que as
equipes “grandes” enfrentassem as “pequenas” e as eliminassem nas primeiras
fases. Os jogos e mandos de campo eram decididos de forma arbitrária, de modo a
defender o interesse das grandes equipes.
Neste ano, entretanto, apesar de a
competição ainda ser direcionada para os “grandes”, houve uma sensível melhora
em relação aos anos anteriores. Os clubes foram divididos em “potes” – com os
times grandes ficando em potes separados, como cabeças-de-chave –, e foi
realizado um sorteio para definir os jogos e os mandos de campo. Agora os jogos
são definidos por sorteio e o local do primeiro jogo será definido de acordo
com o Ranking Nacional de Clubes. O time mais bem posicionado jogará a primeira
partida fora de casa, tendo a chance de fazer dois gols de diferença e eliminar
o jogo da volta.
Nacional e Princesa estavam fadados
a enfrentarem um time grande. Porém, sem o sorteio, a CBF poderia “decidir’”
que o Nacional enfrentaria o Corinthians e o Princesa enfrentaria o Santos, por
exemplo, com ambos correndo o risco de serem eliminados logo no primeiro jogo.
Com o sorteio, o Nacional irá enfrentar o São Luis, do Rio Grande do Sul, e o
Princesa irá encarar o Brasiliense, do Distrito Federal, times difíceis, mas
que estão mais ou menos no mesmo nível que os dois amazonenses. O Nacional,
mais bem ‘rankeado’ que o São Luis, fará o primeiro jogo no Sul, tendo a chance
de eliminar o jogo da volta caso vença por diferença de 2 gols. Já o Princesa
fará o primeiro jogo em casa, uma vez que o Brasiliense está mais bem
‘rankeado’ que o Tubarão do Norte. Caso passem pelos seus dois adversários, o
Nacional enfrentará o Corinthians e o Princesa, o Santos.
Este foi um passo importante que a
CBF deu para que a Copa do Brasil realmente adquira um caráter mais
democrático. É lógico que os cruzamentos serão feitos para que os grandes só se
enfrentem a partir das oitavas-de-final, eliminando os pequenos nas fases
iniciais, mas os clubes pequenos passam a ter chance de enfrentarem clubes do
seu nível e, assim, possam avançar na competição.
Nacional e Princesa podem passar
pelos seus adversários iniciais, mas devem cair na segunda fase, quando
enfrentarão equipes mais fortes tecnicamente. Talvez o Nacional tenha alguma
chance contra um Corinthians que mudou de técnico e que fez poucas
contratações, mantendo quase o mesmo time que decepcionou no Campeonato
Brasileiro do ano passado.
Agora, só nos resta
aguardar para ver.
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