domingo, 9 de março de 2014

Nacional empata com Remo e é eliminado da Copa Verde



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Após a eliminação do Princesa do Solimões para o Paysandu, o Nacional era a única chance do futebol amazonense de se manter na Copa Verde. O time havia conseguido um excelente resultado ao empatar em Belém por 1X1. Empate por 0X0 ou uma vitória simples classificariam o Nacional.
Mas, quando o jogo começou, o que se viu foi um Remo mais organizado e bem postado em campo. O Nacional tentava se impor, mas o Remo anulava os ataques do Leão da Vila. Ainda no primeiro tempo, o Nacional mostrou a sua fragilidade: a bola parada. Em um escanteio, a marcação ficou apenas olhando o zagueiro remista entrar na área e cabecear livre de marcação, sem chance para o goleiro Jairo. O segundo gol do Remo, no segundo tempo, foi uma repetição do primeiro. O gol também surgiu de uma bola parada, quando a zaga do Nacional ficou apenas observando o mesmo zagueiro entrar livre e fazer o segundo gol. O Remo conseguiu seu gol quando o Nacional estava pressionando pelo empate e estava melhor na partida.
Com o resultado, o Remo se encolheu e deixou o Nacional dominar a partida. Na base da pressão, o Nacional conseguiu fazer dois gols e teve a chance de virar o jogo, porém os jogadores nacionalinos se afobavam na hora de concluir ou de dar o passe para o gol. Muitos jogadores tentavam resolver sozinhos, em vez de passar a bola para um companheiro mais bem posicionado. Além disso, o último passe sempre saía defeituoso, assim como as finalizações.
Uma coisa que ficou bem evidente para o torcedor nacionalino foi a falta de criatividade do meio de campo do Nacional. Chapinha, que foi contratado para ser o cérebro do time, ainda não se encontrou, deixando o torcedor com saudades de Danilo Rios, o maestro do Nacional em 2013. A zaga também tem se mostrado vulnerável na bola parada, falhando na marcação dos jogadores que vêm de trás e entram livres em condição de marcar. Além disso, o time falha muito nas finalizações, não conseguindo aproveitar as chances que cria.
Para fazer uma boa campanha na Copa do Brasil, que começa na semana que vem, o Nacional terá que melhorar estes fundamentos e encontrar uma opção para o apagado Chapinha. E com a longa viagem para o sul do país, o Nacional não terá tempo de treinar para corrigir estas falhas.
No Amazonense, o Nacional terá que melhorar muito se quiser evitar o título do Fast ou do Princesa, que parecem estar em melhores condições técnicas que o Leão da Vila.              

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