Na última Quinta-Feira, dia 13/06, os jogadores do Nacional voltaram aos treinos, depois
de receberem uma folga após o jogo contra o Plácido de Castro-AC, no Domingo,
dia 9/6, em jogo válido pela Série D do Campeonato Brasileiro. O time reiniciou
os trabalhos visando o jogo contra a equipe do Genus-RO, dia 7 de julho, pela
terceira rodada da Série D, em Porto Velho. No dia 10, a equipe do Nacional
enfrentará a Ponte Preta, em Campinas, em jogo válido pela Copa do Brasil.
Em relação à
Série D, existe a possibilidade de paralisação do Grupo A1, em virtude de uma
liminar dos torcedores do Clube do Remo-PA. O clube paraense ainda tem
esperanças de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro.
Por conta
disso, o técnico Aderbal Lana, do Nacional, criticou duramente a CBF e as
Federações. Lana disse que, antes do início das competições, o Conselho
Arbitral se reúne, com a presença de todos os clubes, para acertar as regras do
torneio. Citou, como exemplo, o Campeonato Amazonense que, antes do seu início,
já havia estabelecido que o campeão disputaria a Série D, e o campeão e o vice
disputariam a Copa do Brasil. Lana criticou a falta de comunicação e
transparência das Federações, que não informam o que foi decidido na reunião do
conselho Arbitral.
Lana chamou
a CBF de “casa da mãe Joana”, pois esta não estabelece regras precisas para a
forma de disputa das competições que patrocina. Lana afirmou que essas
confusões denigrem a imagem da Série D e afasta o torcedor dos estádios,
demonstrando a falta de organização das Federações e da própria CBF.
Na Copa do
Brasil, já havia ocorrido um problema em relação à vaga que estava sendo
disputada entre Souza e CSP, ambos da Paraíba. Cada equipe havia conquistado um
torneio diferente e, segundo eles, teriam direito à vaga da Copa do Brasil.
É incomum
vermos técnicos criticando a CBF. Na maioria das vezes, técnicos e dirigentes
se calam temendo represálias a seus clubes. Os próprios jogadores evitam
comentar quaisquer assunto que possa parecer uma crítica à CBF, e até mesmo
canais de televisão evitam fazer críticas visando obter favores, tais como
exclusividade em jogos da seleção, exclusividade em campeonatos patrocinados
pela CBF e também em entrevistas com jogadores e técnicos da seleção brasileira.
Nesse meio, Lana acaba sendo uma voz
solitária que se perde em meio ao barulho provocado pela entidade máxima do
nosso futebol.
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